segunda-feira, 24 de junho de 2013

Manifestações... A falta de Marat

As manifestações que mexeram com o país nas últimas semanas é um fenômeno bacana se analisarmos o quanto ele é capaz de provocar reações políticas do Estado sem que se tenha um partido ou um interesse único por trás a não ser a própria insatisfação do indivíduo frente a má administração dos recursos de nossos governos. Uma explosão causada pelo estopim mascarado dos R$0,20 a mais na passagem do ônibus em São Paulo, mas com todo o peso de outras questões velhas e novas que permeiam nossos dias urbanos como: cura gay, pec37, corrupção, inflação, desvios de tudo aquilo que pagamos em impostos para setores que não deveriam ser potencializados economicamente, etc... 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

La Prisión


Tantas coisas que deixamos ir... desprendemos aquilo que nos prende a elas e seguimos... fingimos esquecer do contato e das lembranças... Na promessa fúnebre de que a perturbação não virá dar suas caras e suas cartas mais cedo ou mais tarde.

Mas a nostalgia sempre vem, ela aparece como um mendigo bêbado não cogitado e nos veste a mente sempre que exaurimos algo que remete ao que passou... num cheiro, num gosto, num tato, num símbolo e logo somos tomados pela lembrança ali presente... Ou seja... é impossível esquecer o que passou, o que fez parte, o que nos tocou em algum momento no passado...  Nosso passado nos molda como as mãos do artesão modela a argila. perceptivelmente vazia mas formada, delatora  de uma causa. A causa de nosso ser e estar, do mal estar.

O futuro como algo nítido não existe. Como o concreto, é uma criação de nossa mente. Criamos o futuro como discernimos a cidade, na veleidade de nossa sanidade sempre expostos ao erro, ao sintoma típico de ser um homem colocado em meio ao caos tomado pelas ranhuras e apetrechos.

E por fim no presente tencionamos tudo... passado, e futuro. O desencantamento do mundo nos prende, lembramos do que vivemos cada vez mais incorporados, tomados pelos anseios que possam saciar a sede formalizada em afeto, certo e cômodo. Incomodados com o peso do corpo, com o peso dos dias, com o peso. 

Duros nos tornamos, em pé, vestidos, conscientes de uma vida, de uma existência amordaçada pela ciência, a loucura e o discernimento, cada vez  mais aprofundados no decorrer e na absorção dos dias que nos fazem estar então na "idade da razão".  


F. Sinnentleerten

domingo, 17 de março de 2013

... Na escalada

"...Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração..."

Eclesiastes 7.2



domingo, 10 de fevereiro de 2013

Servir-se da sua própria razão

"...A cultura é uma das formas de libertação do homem. Por isso, perante a política, a cultura deve sempre ter a possibilidade de funcionar como antipoder. E se é evidente que o Estado deve à cultura o apoio que deve à identidade de um povo, esse apoio deve ser equacionado de forma a defender a autonomia e a liberdade da cultura para que nunca a acção do Estado se transforme em dirigismo..."


Sophia de Mello Breyner Andresen

sábado, 9 de fevereiro de 2013

A favor ou contra a revolução francesa?


Só consigo dialogar com pensadores que tiveram a contundência frente aos obstáculos exercidos pelo niilismo... E isso não é uma questão de números e de leis, mas sim a subjetividade em conflito junto ao que temos e o que representamos... com inferno sendo os outros, e se isso não for uma certeza, ou muito menos um circuito da verdade, então ficamos prolixos, presos a demonstrações e ensinamentos advindos de pensadores que NÃO tiveram a contundência frente aos obstáculos exercidos pelo niilismo.
  
Sinnentleerten, F.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A virtude CONTEMPORÂNEA E MODERNA

"...A virtude CONTEMPORÂNEA E MODERNA é uma espécie de ato e pensamento que segue uma cartilha. E o vício aquilo que se desenquadra.

Não elogio simplesmente o vício e lógico que não podemos generalizar que tudo na virtude seja ruim e no vício seja bom, mas com uma ampliação da perspectiva sobre suas funções acredito que podemos chegar mais perto da ética aristotélica, que tem como objetivo final ANTES da felicidade, assegurar que o indivíduo consiga ver suas convicções passíveis de transformações independente de sua essência, com a potencialização de seus sentidos, e assim peneirar as coisas sem ficar preso as imposições primárias da vida em grupo. Um eterno questionar metafísico.
Pois só ajustando e modificando as disposições é que conseguimos chegar perto da racionalidade realmente compatível com nosso caráter.

Como acredito que a razão é uma coisa que NÃO se ensina utilitária e politicamente, mas sim que o próprio indivíduo é capaz de lapidar conforme sua rebelião interna vai dando abrigo ao devir, acho que a aceitação dos vícios e uma negação da virtude imposta é primeiro passo para a independência do pensamento (uma certa inversão de alguns valores).

Quando você lê os livros que você quer, indo ao sebo e a livraria, procurando algo compatível ao que está pensando e buscando em seu movimento filosófico, é muito mais independente daquilo que na academia professores lhe indicam para ler e que logo terá de fazer prova para mostrar o que entendeu...
Na academia seu pensamento, suas virtudes e vícios intelectuais estão expostos ao julgamento.

Como o Liceu de Aristóteles morreu (Que enxergava que o homem só é feliz se puder desenvolver e utilizar suas capacidades e possibilidades para uma vida boa e digna), hoje só ficou essa forma de estudar em que um professor dá a direção "correta" e o aluno tem de caminhar por aquele caminho, onde o caráter do professor tem de ser respeitado sem levar em conta o aluno (aliás muitas escolas adoram dizer que respeitam o aluno como "ser humano", ou seja, já descarta a possibilidade de analisá-lo sem ideologia), vejo que seria papel sim do Estado a educação, mas filosoficamente acho que o papel do pensador é sair dessa onda política e entrar muito mais como um agente que possibilita a provocação e a reflexão do que alguém que dita a direção.

Isso sim seria Aristóteles nos dias de hoje. Algo mais visceral no que diz respeito a assuntos e dilemas envolvendo vícios e virtudes e nada pragmático..."

Fernando.Sinnentleerten

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Correção

Correção! Não deves compreender a ida. 
Acorda cedo... Acorda pra ver quanto tempo perdeu com tanta areia na vista.
O corpo decompõe... o corpo decompõe aos poucos e não há nada que devolva a sensação de ainda termos tanto a viver, termos tanto a ver com correntes nas pernas; e a boca em xilocaína não deixando saber, não deixando sentir o gosto das sobremesas pelas quais trocamos nossas vidas.
Correção! Em "dialética materialista" erguemos estátuas faraônicas que representam arquétipos da satisfação em versões que não rodam em Linux, e que não vão deixar teu acesso ultrapassar a segurança da rede.


O que farias ao constatar que a Dolly de Jeová tem o DNA de Gates e Lênin, e que curamos a revolução sexual com sarcomas de kaposi e nosso quintal armazena teus erros e acertos; e que brindamos ao mesmo "O Capital" estudado em Harvard e pelo qual reciclamos utopias em petróleo?
Pandora, agora é tarde demais, o Zyklom B está por toda parte e estáticos frente a comerciais movemos dínamos e engrenagens: Trabalhar e prosperar, estudar e alcançar o nirvana patriarcal... Aprender a processar e a parcelar as dívidas.
Kafka, morfina e Anthrax.

Correção! Música popular deve anestesiar as mentes em refrões atóxicos...

Nenê Altro

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